Junto com João Barone, artistas falam sobre o grande momento do rock e sobre o show do Call The Police, que apresenta alguns dos maiores clássicos da lendária banda na capital federal em 21 junho

Brasília garante cada vez mais o destaque nacional como a capital do rock, mas poucos participaram tanto da história do título quanto João Barone e Rodrigo Santos. Dois dos grandes ícones do gênero no país viveram o auge do estilo nas décadas de 80 e 90, e junto ao inglês Andy Summers marcam presença no show do Call The Police, no dia 21 de junho no NET Live Brasília. A classificação indicativa é 16 anos e os ingressos estão à venda na Loja Eventim do Brasília Shopping (Piso G2) e pelo site www.eventim.com.br.

O repertório promete mexer com a galera do rock em músicas que marcaram a obra do The Police nos anos 70 e 80. Entre estas, hits como So Lonely, Every Breath You Take, Message in a Bottle, Driven To Tears, Roxanne e Every Little Thing She Does Is Magic. Além dos clássicos, o trio garante muitas surpresas.

Para Rodrigo Santos, lendário ex-baixista, compositor e cantor do Barão Vermelho, a relação com Andy começou ainda em 2012, quando seu empresário o apresentou ao artista. De lá pra cá, a união só se fortaleceu. “Andy fez uma participação num show que fiz no Rio Scenarium e compusemos também uma parceria inédita para meu CD ‘Motel Maravilha’ (2013). Nos anos seguintes fizemos turnês juntos por várias cidades do Brasil com repertório que era um mix de Barão e Police. Fizemos também um especial para o canal BIS, gravado na Cidade das Artes, junto à Roberto Menescal.”

A capital federal também tem um significado especial para o músico, ainda mais porque se trata de um lugar por onde passaram grandes nomes da música e do rock. “Brasília tem um público ávido pelo repertório do The Police. Tenho muitos amigos na cidade desde 1986, quando me apresentei solo e com nomes como Leo Jaime e depois Lobão e Kid Abelha. Também fizemos um show histórico na Academia de Tênis, onde o Barão e os Paralamas se apresentaram juntos, numa grande festa”, lembra Rodrigo, com grande saudosismo.

Em 2016, já com a companhia de João Barone e Andy Summers, os músicos se juntaram para montar a turnê do Call The Police e, desde então, o grupo explodiu na carreira. “Fizemos shows em várias capitais no Brasil e um show no Paraguai. Foi tão bacana e deu tão certo que já deixamos agendada a Tour 2018, que passará agora por mais países, como Argentina e Chile. Estamos muito felizes”, completa Rodrigo.

O amigo João Barone, renomado baterista do Paralamas do Sucesso, também não pensa diferente em relação a parceria e exalta o sucesso compartilhado pelo grupo. “Andy teve papel importante nesses anos, é um ícone da guitarra. Ele poderia escolher qualquer grande músico do planeta para tocar seu repertório do Police, mas quis o destino que eu e Rodrigo entrássemos nessa. Andy fica muito feliz de tocar com a gente”, comemora Barone.

Anos 80 x anos 2000

Dos anos 80 para os 2000, muita coisa mudou ao ouvido dos brasileiros. Outros estilos ganharam o público, como o axé, o funk, e o próprio sertanejo que deu vida a outras vertentes, como o universitário. Mas nem por isso o rock ficou para trás, segundo os artistas. “Houveram ciclos de influência. Acho que o rock foi renegado pela grande mídia por alguns anos, o que atrasou o surgimento de outras grandes bandas para um público maior, mas em compensação um público fidedigno nasceu da internet. E são muitas bandas com influências dos anos 60 aos 90. A cena está virando de lado e o rock tende a ganhar o merecido espaço de novo na mídia aberta de rádios e TVs. Estamos voltando com tudo em 2018 e muitas bandas vão surgir” diz com otimismo Rodrigo.

“Será uma oportunidade incrível para poder tocar com uma lenda da guitarra como Andy Summers, e com Rodrigo, que está surpreendendo na tarefa de cantar o repertório clássico do The Police. Muito além de qualquer coisa, fica o nosso imenso respeito e agradecimento ao Andy, Stewart e Sting, por tudo o que fizeram de bom pela música. A obra do The Police está no hall da fama do rock”, lembra Barone.

Fonte: Divulgação