Quando identificado em estágio inicial a paciente tem 90% de chance de cura 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, são mais de 59 mil casos por ano. Em Brasília, a entidade estima mais de mil novos casos anualmente.

Segundo Lorena Amaral, médica radiologista especializada em mamas do Laboratório Exame, laboratório da Dasa, quando detectado em estágio inicial a paciente tem 90% de chances de cura. “Quanto mais precoce o tumor for detectado, maior a probabilidade de cura e, a depender da localização do nódulo, menos agressivo será o tratamento”, explica. “Toda mulher acima dos 40 anos deve realizar os exames de prevenção anualmente. Pacientes com histórico familiar deverão começar o rastreio de forma individualizada a ser discutida com o ginecologista”, complementa.

O principal exame para a detecção do câncer de mama é a mamografia. Segundo Amaral, o aparelho de raio-x consegue identificar nódulos ainda não palpáveis, mas tem uma limitação: as mamas densas. “Nestes casos, a tomossíntese, também conhecida como mamografia 3D, nos ajuda a aumentar a precisão do método, aumentando em até 40% a probabilidade de detecção precoce de pequenos nódulos, especialmente em mamas densas e heterogêneas”. Na unidade do Laboratório Exame localizada na 716 sul, a tomossíntese é realizada em todas as pacientes que realizam a mamografia sem custo adicional.

Outros métodos de diagnóstico por imagem

A ultrassonografia também é um exame muito eficaz. A especialista explica que esse é um excelente método para avaliação mamária em pacientes jovens, pois, no geral, possuem mamas densas. “Esse é um ótimo método complementar, mas não substitui a mamografia para rastreamento geral”.

Já a ressonância mamária tem indicações mais específicas, a variar do caso clínico da paciente, por ser um exame mais complexo. “A ressonância magnética é comumente usada em pacientes que já tiveram a doença e fazem o acompanhamento após o tratamento”, finaliza a médica.

Teste genético

De acordo com o geneticista Rodrigo Fock, da GeneOne, laboratório de medicina genética da Dasa, o câncer de mama geralmente é causado pela mutação de uma célula saudável, porém, também pode ser hereditário, passando de mãe para filha. “Cerca de 10% dos casos de câncer de mama são hereditários, por isso, quando há vários casos na família, existe a chance de apresentar a mutação, então é importante investigar”, afirma.

Os principais exames genéticos que detectam a predisposição para o câncer de mama são o sequenciamento e o MLPA do BRCA1 e do BRCA2. “O BRCA 1 e 2 são genes de reparo, supressores de tumor, no sequenciamento nós avaliamos se eles apresentam alguma mutação. Caso sejam detectadas as alterações, significa que a pessoa tem pré-disposição para desenvolver a doença”, explica. Para complementar esses exames, também pode ser realizado o painel de câncer hereditário, que vai analisar outros genes, além dos dois citados.

Quando o exame mostra uma alta probabilidade para o câncer de mama, podem ser tomadas diversas medidas para diminuir os riscos de desenvolver a doença. Todas essas ações devem ser tomadas sob aconselhamento médico. A paciente passará por um acompanhamento contínuo com o mastologista, podendo ser a cada seis messes, respeitando as peculiaridades de cada caso. O médico também pode solicitar exames de prevenção ou, em alguns casos, a realização de uma cirurgia redutora de risco, como a mastectomia.

Fonte: Divulgação