Derrubar as paredes sem planejamento pode afetar a eficiência e o bem-estar no ambiente de trabalho

O escritório aberto já é um padrão adotado por empresas de todos os tamanhos e segmentos. Seguindo a liderança das gigantes tecnológicas, especialmente as do Vale do Silício (EUA), companhias estão abandonando espaços reservados e salas pequenas em prol de ambientes amplos, sem divisórias e espaços que abrigam diferentes formas de se trabalhar.

Além de melhorar a eficiência das equipes, as empresas têm percebido que a repaginação de layout e mobiliário têm ajudado a captar novos talentos e forjar uma cultura criativa e colaborativa. Os ambientes coorporativos abertos podem ser vibrantes, iluminados e altamente sociáveis, no qual as pessoas podem conversar com facilidade e aprender umas com as outras.

Entretanto, dependendo de como for organizado, eles também podem ser barulhentos e caóticos, o que dificulta a realização de tarefas e o desenvolvimento de soluções.

Estudos recentes apontam que distrações e a falta de privacidade estão no topo da lista de queixas no ambiente corporativo. Isto afeta diretamente a produtividade das empresas: em uma pesquisa com 700 funcionários classificados como “alto desempenho” de um conjunto de companhias, 54% dos entrevistados disseram que o ambiente de trabalho “distraía demais”; além disto, 58% afirmaram que precisavam de mais “espaços reservados para a resolução de problemas”.

Devido a esses desafios, é preciso cuidado e planejamento ao reconfigurar o layout de um escritório antes de embarcar na primeira tendência à vista. Derrubar as paredes, por si só, não vai fazer do seu trabalho um ambiente melhor.

Não chega a ser surpresa, por exemplo, pessoas que trabalham em escritórios abertos com falta de diversidade espacial relatarem níveis mais baixos de contentamento com seu serviço, bem-estar e até mesmo de interação com os colegas, obtendo um efeito contrário ao desejado. A combinação de diferentes soluções e formas de se trabalhar é o melhor caminho.

Especialista no desenvolvimento de projetos corporativos, a Novo Ambiente fornece soluções de mobiliário da marca Herman Miller para os principais escritórios de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde combinar soluções é vital para o sucesso dos negócios. Confira cinco dicas da Novo Ambiente para melhorar a experiência de trabalho em escritórios abertos:

Seja flexível

Com um espaço de trabalho mais ágil e flexível, planejado para otimizar o espaço, você pode facilmente se adaptar quando for necessário mudar o padrão de uso. Dessa forma, é fundamental prezar por espaços que atendam às necessidades das pessoas, otimizam a área útil e estejam preparados para um crescimento contínuo.

Minimize as distrações

Uma ótima opção para reduzir as distrações é disponibilizar mesas e outras áreas de trabalho individuais com elementos flexíveis, para que as pessoas possam ajustar o nível de privacidade desejado. Um painel leve ou uma cabine podem oferecer um senso de intimidade em espaços abertos.

Encoraje a personalização

Encoraje as pessoas a decorar o espaço com objetos pessoais e da equipe. Estudos mostram que as equipes são mais eficientes, e têm um desempenho melhor, quando podem sinalizar as coisas que acham que são importantes sobre elas mesmas ao personalizar seu próprio espaço em grupo.

Crie combinações de móveis, iluminação e cores

Em um estudo da Herman Miller com equipes classificadas como de “alto desempenho” em 2017, os pesquisadores observaram que uma variedade de elementos pode demarcar zonas: materiais de piso, iluminação, e caminhos definidos pelo mobiliário ou outros objetos. Esquemas de cores diferentes também podem ajudar a distinguir as zonas de atividade, bem como as variações na intensidade da luz.

Ofereça caminhos

Uma opção pode ser variar os materiais em três planos: no chão, vertical e no alto. No piso e no alto, alterações no revestimento e nos materiais do teto podem sutilmente inferir bordas que distinguem a parte interna da parte externa de um espaço. No plano vertical, as variações na altura e densidade dos marcadores de fronteiras como divisórias de vidro, paredes subestruturais e mobiliário podem definir divisórias.

Outro direcionamento pode ser feito a partir das cores. Tonalidade quentes atraem mais as pessoas, entretanto, espaços com cores mais frias são mais fáceis de percorrer. Amarelo e laranja são melhores para cenários e intersecções onde as pessoas podem se reunir, enquanto azul e verde podem ajudar a criar sinalizações mais claras e calmantes entre os destinos.

Fonte: Divulgação